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Excurso sambaExcurso samba

Was ist Samba? Hier können Sie mehr erfahren über historische und gesellschaftliche Hintergründe des Samba.

+ Sobre o samba...

Do trabalho escolar do último ano do Ensino Médio de Stephanie Becher, complementado e revisado

O samba é, ao lado da capoeira e do Candomblé, uma das mais significativas contribuições e tradições afro-brasileiras. O título é conferido tanto para a música quanto para a dança.

A palavra samba provavelmente vem das línguas da Angola ou do Congo. Lá a expressão "semba" significava o convite a bater palmas ou a dançar. Graças à sua origem africana, ele representa para os brasileiros a sua própria tradição. É executado em 2/4 de tempo e acentuado na segunda batida, musicalizado através do canto (estrutura estrofe-refrão) por instrumentos de cordas e percussão (variações também com instrumentos de sopro).

Os tocadores dos tambores e chocalhos são chamados "sambistas" e o grupo todo "bateria". O passado do samba se encontra na cultura musical africana, assim como na marcha, na polca europeia, na havanera cubana e no maxixe. No entanto o samba não se remete formalmente a estes sons, mas se faz a partir de entonações fortes na cantoria de versos e toques alternados dos instrumentos de percussão.

A cultura do samba floresceu no Rio de Janeiro, assim como a arte do samba "batucada" ou o "pagode", dos anos 60 até o começo dos anos 90. Para muitos sambistas, nesse tempo "...os interesses comerciais eram mais importantes que os culturais...". Enquanto sua crescente popularidade começou a baixar, "o que antes era espontâneo [...] passou a ser só para cerimônias..." diz o sambista Paulinho.

Não somente durante a escravidão nos engenhos e fazendas do século 19 , como hoje também, o Samba é o porta-voz das camadas inferiores. Hoje o samba se apresenta em diferentes formas, entre outras, o samba-reggae em Salvador. Eles celebram desde 1888, a abolição da escravatura. O samba-reggae e o desenfreado carnaval de rua da cidade de Salvador refletem o espírito moderno do país. Ele é tão profundamente ligado ao Brasil, que para muitos brasileiros, especialmente das classes populares, se apresenta como seu estilo de vida. "Serve de consolo, alegria, fuga da realidade, malandragem, além de filosofia, cultura e tradição". No seu livro "Samba da minha Terra", o músico Dorival Caymmi diz que "quem não gosta de samba, bom sujeito não é. É ruim da cabeça ou doente do pé".

O samba e a capoeira representam no Brasil a expressão da resistência cultural, que sobreviveu à opressão do governo através de sua proibição. O Carnaval do Rio é a inversão de valores que enfatizam as classes socialmente oprimidas. "o desfile festivo representa para as pessoas uma realização pessoal. Eles se sentem como reis por um dia", como fala Hermínio Marques Dias Filho chefe de uma escola de samba. Muitos temas de desfiles são, portanto, sobre o reconhecimento e a igualdade social. Apesar do samba "não ser ensinado nas escolas", são organizadas as tão famosas escolas de samba do carnaval do Rio. As escolas são dirigidas pelos "mestres". Eles trazem seu próprio estilo de música e de fantasias. Muitas escolas nascem de movimentos sociais, exercem a função de clube para o tempo livre, escola profissional, jardim de infância, confecção de roupas, serviço social, agência de empregos....

Os membros e bairros dos quais as escolas pertencem, recebem auxilio saúde e apoio financeiro em casos de urgência. Também são criados inúmeros postos de trabalho durante a preparação para os desfiles. O samba e suas escolas dão à população carente uma ocupação e deixa para trás através disso a criminalidade, que há muitos anos no Brasil diariamente representa problemas sociais. Assim exerce uma função social que, entre outros é comparável a capoeira e suas academias.

Através destas circunstâncias, reina não só uma intensiva ligação entre muitos brasileiros com a música e dança, mas também com as escolas de samba. Geralmente excluídas, as pessoas mais pobres são, durante os desfiles de Carnaval, admiradas por todos.

Não é só durante o carnaval que se toca samba. Por ser a música do povo, também é executado em quase todas as festas no Brasil, como em casamentos, batizados e aniversários. O samba se conecta com diferentes elementos culturais, no samba de roda, por exemplo, com a roda de capoeira. Muitas vezes esse ritmo faz parte também de repertórios religiosos do candomblé. Nesse contexto se faz aparente mais um componente social do samba. Enquanto na capoeira antes só homens podiam jogar e rituais de candomblé eram acessíveis apenas para mulheres, todos são bem-vindos no samba, homens, mulheres, de todas as idades e camadas sociais. Pode-se dizer que o samba une todas as pessoas umas com as outras e ajuda a obter equilíbrio social.

O primeiro grupo de samba da Turíngia "Percussão Popular" foi fundado em 2000 por Hans-Jürgen Neumann e Maik Becker no âmbito do trabalho evangélico com escolares. Ele surgiu como extensão da "Capoeira Popular". O objetivo era desenvolver a cultura musical dos membros e o fomento da educação individual e social no contexto do trabalho cristão com a juventude, assim como enriquecimento da vida secular na igreja. É claro que junto a isso está também a diversão e alegria em primeiro plano. Essa pedagogia ativadora deveria servir como uma nova forma de trabalho de educação evangélica com escolares, que realizou e oportunizou o perfilamento deste já existente trabalho para hoje a Escola Popular.

+ O mistério do samba

Ensaio por Sue Bähring, Universidade de Jena Friedrich-Schiller, Instituto de Romanística

Na trilha de mistério do samba deve-se, antes de de mais nada debruçar-se sobre o contexto histórico dos primeiros anos do século XX no Brasil.

Ele veio da "italianização", do intercambio cultural entre Brasil e Portugal e da europeização. No Rio de Janeiro deveria-se construir uma nova Paris, logo iniciou-se uma grande reforma na cidade, na qual os pobres foram expulsos do centro. Entre estes estavam também muitos negros da Bahia, que trouxeram consigo muitos ritos e ritmos afro-brasileiros, que logo foram incorporados ao samba.

Durante este período, desenvolveram-se duas formas de samba: o samba moderno e o samba antigo. Esse último se deve principalmente às festas das tias, baianas que moravam no centro do Rio. De grande importância aqui é a tia Ciata, amiga de Donga e Pixinguinha, que juntos compuseram o primeiro samba "pelo telefone" numa de suas festas. O samba moderno foi por sua vez criado nos morros, para onde os pobres foram expulsos, o que mais tarde ficou conhecido como samba de morro. No entanto, assim como outros ritos negros, foi também por um tempo proibido. Então surge a pergunta: Como pôde o samba se tornar então musica nacional brasileira?

Voltamos para a história. Quando a monarquia no Brasil foi abolida, não havia mais nenhuma unidade, nenhum herói e nenhum símbolo nacional e com isso também nenhuma identidade nacional. Na nova República os estados tinham diferentes poderes, o que também não era muito propício para o sentimento de unidade. Portanto, a música foi muito importante e desempenhou um papel especial. Mas, mais sobre isso mais tarde. Antes gostaria de discutir sobre a "mistura dos povos", que tem um não menos importante papel na história do samba. Existem três diferentes perspectivas da "mistura dos povos". Uma pessimista, onde o mestiço é apresentado como um bode expiatório, uma perspectiva realista e uma romantizada, também perspectiva de Gilberto Freyre (antropólogo e sociólogo brasileiro). Existiu no final do século XIX um movimento romantista, que ressaltava a glorificação indígena e para Gilberto Freyre era um mistura única e portanto idealizada. Não menos importante, também graças à obra de Freyre, surgiu em 1926 como um assunto reconhecido internacionalmente, o assunto da mistura e das "coisas negras". Suas ideias foram inspiradas pelos seus estudos nos EUA, onde também estudou com Franz Boas. Boas aqui agiu como um mediador cultural.

Existiram também outros importantes mediadores culturais, como por exemplo o francês Poet Blaise Cendrars. Ele ensinou para a elite carioca, os modernistas brasileiros, o respeito aos negros, respectivamente às coisas brasileiras. Cendrars faz conosco uma viagem por Minas Gerais, onde se encontra o seu "descobrimento do Brasil". Esse descobrimento foi parte do início de uma fase do modernismo para outra e é exatamente aqui que se encontra o mistério. Durante esse período, a peça "O contratador de diamantes" de Afonso Arinos foi encenada pela primeira vez. Esse foi muito populista-nacionalista e dançar uma congada negra (dança popular dramática brasileira) com autênticos tambores negros, durante uma encenação era antes impensável. Com isso criou-se uma moda nativista para quase todas as coisas, as quais os modernistas também já antes do encontro com Cendrars não puderam evitar. Uma pintora, por exemplo, servia feijoada para seus convidados em Paris.

Em "Descobrimento do Brasil" Cendrars mostra à elite novas coisas, porem não desconhecidas, mas muito familiares, como foi também para Freyre, quando ele tomou ideias de Boas.

Um outro mediador internacional foi Darius Milhau, o qual entre 1914 e 1918 encontrou no Brasil Heitor Villa-Lobos, e através dele e outros foi apresentado à musica brasileira e aos ritos afro-brasileiros. Quando ele retornou a Paris, criou muitas obras sob inspiração da música brasileira. A cultura brasileira chegou a Europa e voltou, o que resultou numa transculturação, uma reconstrução aconteceu. Assim a cultura brasileira foi influenciada pela europeia e vice-versa.

O autor Mario de Andrade também influenciou muito a Nacionalização, como pôde ser notado no romance „Macunaíma". Onde o protagonista é um mestiço. No entanto ele era contra o puro exotismo (predileção pelo exótico, estranho), porque isso iria distorcer a vida brasileira. Quando os europeus procuravam pela música, buscavam a música mais picante e incomum.

Mas o que é de fato música brasileira? Na verdade é tudo que é feito no Brasil, para isso o compositor se orienta no folclore, nas características musicais dos diferentes tipos de gente e deve as refletir na sua música. Então espelhou-se novamente também na música a moda nativista. Uma musica nacional logo seria inevitável.

Desde o início dos anos 1920, criou-se também um meio ideal para a unidade, a nível nacional: o rádio. Primeiramente, só música clássica e de leitura educativa eram difundidas para as classes mais altas por Vargas (Presidente do Brasil entre 1930-1945 e 1950-1954) pelo projeto de unidade nacional em lugares públicos por alto-falantes, que informavam sobre assuntos a nível nacional e, finalmente, a partir de 1932 a música popular também seria vinculada. Os maiores programas tinham sede no Rio de Janeiro, assim como muitos outros estúdios de gravação que surgiram com o mercado do LP. Então, todos precisavam de músicos. Graças a isso o samba carioca desenvolveu-se como samba brasileiro.

No começo da década de 20 existiu uma extensa variedade de estilos musicais, mas nenhum, fora o samba, pôde tanto dominar o carnaval, quanto se tornar ritmo nacional e fazendo assim, com que os outros estilos tornassem-se estilos regionais. Procurava-se o que era de mais brasileiro no Brasil e este status foi conferido ao samba carioca.

Os sambistas foram oprimidos pelas classes média e alta, mas depois apoiados, como mostra a historia de João da Baiana: João tocava seu tamborim numa festa de rua, quando um policial o prendeu sob a acusação de que samba era proibido. Não muito mais tarde João seria convidado pelo senador Machado Pinheiro a tocar na sua casa e ganhou um novo tamborim com dedicatória.

Para o desenvolvimento do samba como musica nacional, criou-se uma extensa teia cultural. Na abertura do teatro Palácio, o gerente queria que o grupo Caxangá se apresentasse em pequeno formato. Então criou-se o Oito Batutas, que se tornaria muito conhecido, mas que na verdade não tocava o "verdadeiro" samba. Os músicos eram quase todos negros, o que conduzia para uma previsível reação negativa do público. Porém, um ano depois, o grupo seria convidado para tocar numa visita do casal real da Bélgica. Mais tarde pôde-se encontrar em sua música influências do Jazz e outros estilos, o que gerou muitas criticas negativas. Era-se da opinião de que a cultura brasileira deveria ser protegida a todo custo, e não deveria ser misturada.

No Rio de Janeiro jovens da classe média procuravam então cada vez mais entrar em contato com o samba, que se tornou um idioma musicalmente compartilhado. Todos os novos grupos e estilos foram inspirados por outros e em 1929 foi pela primeira vez gravado um samba batucada. Noel Rosa, um homem proveniente da classe média, procurava um estilo autêntico. Para isso, ele procurava sempre saber o que estava sendo tocado nas favelas e queria trocar ideias. Ele representava a mediação entre a classe média e a classe baixa.

Durante o carnaval, o novo samba se consagrou e ficou conhecido como samba de morro, por não ser o velho samba bom para o carnaval, ele logo ganhou novo ritmo e se tornou o "verdadeiro samba". Em 1935, o desfile das escolas de samba passou a pertencer ao programa oficial do carnaval e foi patrocinado pelo maior jornal do Rio, O Globo, com a condição de que nenhum instrumento de sopro deveria ser tocado e deveriam ter mulheres vestidas de baianas. Desde 1937, obrigatoriamente, por ordem de Vargas, as escolas de samba deveriam representar temas históricos, didáticos ou patrióticos.

Assim, o samba logo se tornaria fora do carnaval música nacional. Em 1936, por exemplo, o programa „Hora do Brasil" transmitiu uma música da escola de samba Estação primeira de Mangueira para a Alemanha nazista. Com isso, a escola representou musicalmente o Brasil também em contexto internacional. Essa nacionalização aconteceu também durante a segunda guerra mundial, como parte de um grande projeto de nacionalização e modernização de Vargas.

O samba nasceu sem definição, mas se auto desenvolveu lentamente para uma, o que sobretudo é um ponto fraco. Então, sem se transformar, em algum momento ele iria morrer. Ele teve que, junto com o sentimento de nação, diariamente ser redescoberto e se adaptar para sobreviver.

De repente, como o mistério do samba é revelado, também não o é. Por trás disso estão muitos anos, muitos movimentos, acontecimentos e mediadores, e agora todos associam o Brasil com o samba, uma música nacional extremamente fascinante.

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