Escola Popular

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Apoio a Américo

De 18 a 28 de janeiro de 2011 em Arnstadt

Quando Gabi Damm do Marienstift ligou para Hans-Jürgen pedindo uma ajuda especial, encontrou-se logo uma resposta: A Escola vai, nós iremos ajudar!
Américo, um menino angolano de 5 anos de idade, veio para a Alemanha através do projeto Vila da Crianças (Kinderdorf). Ele teve de deixar sua família e partir completamente sozinho para uma longa viagem. A saída foi nebulosa e durante toda a viagem até aqui não teve oportunidade de ser entendido. Américo foi operado pelo médico chefe Sebastian Senst do Marienstift e os custos da operação foram cobertos pelo hospital. Os dois pezinhos precisaram de uma intervenção cirúrgica devido a um encurtamento dos tendões, para que pudesse andar. A equipe do Marienstift se viu um tanto quanto desemparada, porque apesar da competência médica, generosidade e criatividade dos voluntários do Herzblatt e.V. eles se viram diante de uma enorme barreira: a comunicação. No entanto, Américo enfrentou ao mesmo tempo muito medo e dúvida, ele não sabia de nada do que acontecia com ele. Por isso pudemos pôr em prática nossas habilidades linguísticas - e como se mostrou - habilidades culturais. O trio formado pela clínica + Herzblatt e.V + Escola Popular, revelou-se como um triângulo de habilidades.
Para mim como diretor da Escola Popular estava claro que não podíamos deixá-lo desamparado. Por isso usei minhas habilidades linguísticas de iniciante e trouxe junto comigo outros voluntários e nossos colaboradores brasileiros da Escola. Eles reagiram exatamente como eu: um engajamento espontâneo; e logo surgiram varias idéias. No dia do telefonema chegava aqui na Alemanha o Lucas, vindo do Paraná. Ele deveria acompanhar a Escola Popular da EKM por 3 semanas e conhecer a escola de samba, de capoeira e a comunidade. E assim foi seu primeiro dia na Escola, marcado por seu contato com o pequeno Américo. Assim que o pequeno ouviu as primeiras palavras em português comoveu-se e começou a chorar. Foi realmente um êxito trocar algumas palavras com ele. Ele cobriu sua alma com uma grossa camada de gelo para se proteger. Quando ele finalmente disse a Lucas que acreditava nunca mais poder andar, decidimos espontaneamente ficar por mais três horas no Marienstift. É claro que o esforço dos palhaços do Hospital não levou a lugar algum. Por esta perspectiva, chegou muito perto de ser um pesadelo: nunca mais ser capaz de caminhar e ter gessos enormes em ambas as pernas e pés, juntamente com a idéia de nunca mais voltar para casa e conversar. Lucas perguntou ao médico Sebastian Senst se aquilo era realmente verdade. Dessa forma, Américo descobriu que logo poderia andar por si e voltaria logo pra casa.
O resultado: Américo transformou-se em alguns minutos de alguém que não comia nada para um que come tudo ao mesmo tempo e muito, com preferência por pão com MANTEIGA e salsicha e carne. Com a comida voltou também seu sorriso. Graças a isso, as enfermeiras puderam dar pelo menos uma respirada.
OBRIGADO LUCAS! As duas semanas que se seguiram foram recheadas de visitas da Sue, Sylvia, Eilika, Andréa, Fábio e também do Lucas e Hans-Jürgen.
Américo mostrou nesse tempo alegria, inteligência e muita, mas muita coragem.
Melhoras e boa viagem Américo!


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