Escola Popular

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Sobre capoeiraSobre capoeira

Capoeira como pedagogia espiritual, ativa e ativadora e de uma nova relação com o corpo

Capoeira é a mistura de dança e arte marcial. Com um aspecto acrobático e sob a mobilização de todas as partes do corpo, jogam dois lutadores que dançam um jogo de aproximação e esquiva corporal.

Eles são rodeados por outros praticantes que cantam e batem palmas. Um deles se aproxima com movimentos rápidos do seu parceiro, sem contudo o atingi-lo e então, este por sua vez, reage com movimentos de esquiva, para então transformá-lo em um ataque. Isso exige coordenação, espontaneidade e resistência corporal, mas antes de tudo está o respeito pelo adversário. Quem joga muito rápido e com força, acaba por agredir, e precisa exercitar o seu auto-controle.
Capoeira é um diálogo sem palavras. É luta, dança, artimanha, jogo e diversão. Ela é arte corporal que combina música e acrobacia. Ela foi criada por escravos africanos que foram levados para o Brasil desde o começo do século 16. Enquanto na Europa começava o tempo da luta pela fé com a Reforma e Contra-reforma, os portugueses conquistavam metade do continente sul-americano a partir do nordeste. Africanas e africanos lutaram capoeira sob as condições opressoras e desumanas da escravidão e graças a isso, não perderam por completo sua identidade e dignidade. Nos minutos livres eles "se entretinham" através da capoeira e com isso, protegiam o espírito e corpo contra as condições degradantes de vida. Mais tarde a capoeira continuou a ser utilizada e aprimorada para defesa dos próprios escravos fugitivos em vilas fundadas e autogeridas por eles, os quilombos. O caráter da capoeira se espelha também na luta dos ex-escravos contra a opressão colonialista. Palmares, a república dos ex-escravos, sobreviveu assim 100 anos na floresta brasileira.

Era proibido aos negros treinar capoeira no Brasil até 1937. Seus movimentos perigosos foram camuflados em forma de dança. Ela se desenvolveu também como um estilo de vida. Sobreviveu na Bahia e hoje é parte da cultura nacional, assim como arte marcial oficial do Brasil. Atualmente, neste país, muitas crianças de rua recebem aulas de graça em escolas e projetos de capoeira, sendo para muitos, a única possibilidade de desenvolvimento social. Ao lado do já citado trabalho corporal, a maioria das escolas de capoeira objetiva a educação para a integração, a atividade do grupo em si, e o descobrimento de uma raiz religiosa.

No âmbito do trabalho educacional evangélico-luterano da Alemanha, a capoeira dá aos jovens a possibilidade de novos acessos aos espaços sociais da igreja, mesmo quando eles não possuem formação ou noção religiosa. Ela possibilita com que eles interajam socialmente e entrem em contato com os valores cristãos por iniciativa própria e também possibilita com que encontrem um lugar no nosso trabalho de educação religiosa para jovens. Além disso a capoeira quebra a hierarquia intelectual através de sua abordagem baseada no corpo, hierarquia essa que frequentemente está presente na escola. Os jovens que participam deste trabalho tem um bom desempenho tanto como atletas quanto como alunos. A capoeira torna possível uma experiência corporal pessoal e favorece o desenvolvimento de competências próprias e sociais. Ela tem um grande poder integrador. No contexto das medidas anti-violência, ela se apresenta como uma boa base para o trabalho com jovens com problemas comportamentais.

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